quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Running to the Sunset (21 de Junho)

Foi com bastante antecedência que, desta vez, fomos nós os desafiados pelos amigos Sílvia e Eurico para participar em mais um evento. Apesar dos 17 km, não foi muito difícil convencerem-nos. Apenas teríamos que avaliar se o Pedro poderia deslocar-se a Lisboa nesse fim de semana. De resto, à data, não havia mais qualquer constrangimento.


Disponibilidades confirmadas, ainda antes da Sílvia e do Eurico, formalizámos a nossa inscrição. Como sempre, nem quis ver a altimetria do percurso. Falar em iniciar no centro de Sintra e finalizar no Cabo da Roca, por si só, já daria para imaginar a dificuldade da distância e que algumas partes do percurso não seriam fáceis. Contudo, também daria para perceber que, se teríamos que subir, as descidas também haveriam de ser generosas.


Não obstante a antecedência com que nos inscrevemos, rapidamente chegou o dia da corrida. A expectativa era grande, não só pelo percurso que decerto iria ser fantástico, como pelo próprio conceito desta corrida: “Running to the Sunset”, Sintra – Cabo da Roca.


O dia foi relaxado, contudo, e como sempre, saímos cedo de casa. Pouco passava das 15h00 e fizemo-nos à estrada. Após um pequeno desvio para ir buscar os nossos amigos que já tinham chegado a Lisboa na noite anterior rumamos em direcção a Sintra. Estacionámos o carro num parque perto do centro e deslocámo-nos até uma esplanada para lanchar com a devida antecedência. Como ainda estávamos com tempo, por ali ficámos a pôr a conversa em dia. 


Faltando menos de uma hora para a corrida, dirigimo-nos ao carro para nos equiparmos a rigor e voltámos de seguida ao local da partida – na Volta do Duche, junto ao Palácio da Vila - onde estava a decorrer um enérgico aquecimento, bem orientado por um animado treinador. Juntámo-nos ao grupo até porque, contrariamente à semana anterior, não estava tanto calor quanto o esperado, o que até iria facilitar a nossa participação.

fotografia de Jesus Events

Pelas 18h30, e sem atrasos, soou o sinal de partida. Partimos os 4 juntos, mas fruto da forte e prolongada inclinação inicial cedo nos fomos afastando um pouco, seguindo cada um ao seu ritmo. Os primeiros 5 km foram intensos e duros e, sinceramente, já rogava pragas a tamanha subida interminável, pensando que uma corrida de 17 km não poderia começar com uma subida de 5 e assim com tanto declive… Devagar lá consegui atingir o cimo da montanha, onde nos esperava o 1º abastecimento. Recuperadas as energias, nunca mais pensei nos 5 km que haviam passado e só desfrutava do restante percurso plano ou a descer (ainda que após o segundo abastecimento voltássemos a enfrentar uma subida difícil, ainda que curta, com menos de 1 km), onde, em alguns km, bati mesmo o record de velocidade sem me dar por isso. Principalmente nos km finais, tais eram as descidas que as pernas e os pés já rolavam sozinhos. Simultaneamente desfrutava e retinha na memória a beleza de todo o percurso que nos conduzia até ao Cabo da Roca: Rampa da Pena, Zona Florestal da Peninha, Azóia. 

fotografia de Jesus Events

Passada a área florestal, entramos em zonas residenciais, onde os habitantes saiam à rua para nos acenar, dar força e incentivar. Até fotos nos tiravam. Isso motivava-nos e ainda nos fazia correr com mais empenho: não podíamos defraudar todas aquelas pessoas que estavam a despender de um pouco do seu tempo para nos apoiar. A escassos km de terminar a prova, e depois do percurso que já ficava para trás, este incentivo faz-nos recuperar toda a energia necessária para nos fazer sentir como se estivéssemos, naquele momento, com a frescura e a leveza de quem está ainda a iniciar a corrida. Depois, foi deixar-nos levar pela estrada, já a visualizar o mar e mesmo prestes a terminar… Ao cortar a meta, a alegria de mais uma prova superada e de mais uma experiência que só nos é possível quando participamos em eventos organizados. Todos “comemoramos” o final do desafio pelas conquistas pessoais que o cortar da meta traduziu para cada um. 

fotografia de Jesus Events

No final, levantámos os sacos com as nossas roupas quentes e secas, que a organização tinha tratado de transportar para o final, pusemo-nos confortáveis, tirámos as habituais fotos no local de chegada e entrámos num dos autocarros que nos esperava para nos conduzir de volta ao local de início.


Ao chegar a Sintra, mais do que o cansaço, a fome apertava, pelo que decidimos jantar mesmo por ali. E uma pizza, porque depois de todo aquele esforço, nós merecíamos!

Agora sim, satisfeitos! Hora de voltar a casa para o desejado descanso.


Não poderíamos terminar o nosso testemunho sem deixar uma palavra de apreço à organização, que não deixou que nada faltasse: boa animação inicial, percurso bem sinalizado, polícia em todos os cruzamentos que contribuiu para a total segurança de todos, abastecimentos qb, transporte de sacos pessoais dos participantes e autocarros que nos levaram de volta ao centro de Sintra sem qualquer percalço. Well done!


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