terça-feira, 26 de novembro de 2013

I corrida popular de Santa Maria da Feira


Tinha chegado o dia da I corrida popular de Santa Maria da Feira. Apesar de estarmos ambos inscritos, além de mais dois amigos, a Anita teve uma viagem inadiável de trabalho e infelizmente foi forçada a ficar de fora deste evento.

Sendo assim, seríamos apenas 3 a deslocar-nos para esta prova e, por conseguinte, às 8h50 já estava eu nos Carvalhos à espera da Sílvia e do Eurico para irmos juntos para a Feira.

Chegámos cedo, já tínhamos os dorsais que eu tinha ido levantar no dia anterior e, por isso, pudemos calmamente estacionar e ir para um café, onde estava quentinho, e esperar pela hora de voltar ao carro preparar tudo para nos dirigirmos ao local de partida, que seria apenas às 10h30.

 
O mapa do percurso tinha sido disponibilizado pela organização no site oficial do evento e, mesmo não conhecendo bem a cidade, era fácil perceber que nos esperariam algumas subidas e, consequentemente, uns km´s um tanto difíceis.

Assim, mal foi dada a partida, corremos cerca de 100m em plano e lá estava a primeira curva já em subida, para depois ser praticamente sempre a subir até completar o 1º km. 

O percurso, circular, era composto por uma volta inicial de cerca de 4,5 km, passava novamente pelo início, seguida de uma segunda volta um pouco maior, para terminar no mesmo local da partida.


Apesar do frio que aparentava estar, a verdade é que apenas parado na sombra se tinha essa sensação. Como estava sol, bastava estarmos fora da sombra, ou a correr, para que não se fizessem sentir os 10ºC anunciados. Um bom clima para correr, portanto.

Logo de início, o Eurico avisa-me que estavam a contar fazer uma corrida lenta, pois era apenas a segunda vez que entravam num percurso de 10km e sem ser em plano, e que, por isso, eu não deveria ir a acompanhá-los. Apesar disto, decidi manter-me junto deles, por um lado para lhes fazer e ter companhia, por outro para também servir de incentivo a que se superassem. Daí que, sentindo-me bem, marquei um grupo de cerca de 10 pessoas, homens e mulheres, que me pareceu ir com bom andamento mas sem ser demasiado rápido, e segui no seu encalço, deixando o Eurico e a Sílvia uns metros atrás de mim, para a minha esquerda. Ou assim pensava…. 

Ao completar o 1º km, pareceu-me que lá tinha chegado demasiado depressa, mas nem olhei para o relógio. Apenas continuei a correr. Mas o mesmo aconteceu quando cheguei à marca do km 3. Aí comentei com o Eurico: depois da subida inicial, a parte plana e a descida foram boas para chegar aqui rápido. E quando olho para trás na minha diagonal esquerda vejo um desconhecido a responder-me: “pois foi!”. Afinal eles não vinham ali ao pé de mim. Tentei olhar para trás para ver onde estavam mas, com medo de cair, não insisti e, por isso, não os vi. Nesse momento, então, decidi olhar o relógio e constatei que ia a fazer ritmos por minuto bem abaixo do normal e do que queria. Decidi então, porque ainda faltava muito, deixar de seguir o tal grupo e manter-me no meu passo isolado e conservar forças, não fosse correr o risco de não aguentar e ter de parar ou, pior, desistir.

 
O percurso dirigia-se então, nesta altura, para a passagem na partida para a segunda volta mais longa um pouco. E esta segunda volta iniciava-se de forma um pouco diferente da inicial, começando com uma subida mais longa e mais inclinada onde vi algumas pessoas a deixar de correr e caminhar para poder aguentar. Fui seguindo sempre, entrando na parte da volta que era comum à primeira e, a partir do km 6, deu-se algo curioso, que já me tinha acontecido também nas duas S. Silvestre do Porto em que participei: ia sempre próximo de dois participantes – um senhor com ar de mais alguma idade e um rapaz que aparentava a mesma idade que eu – e sucedia que nas subidas eu conseguia manter o ritmo e passava por eles, enquanto que nas descidas eles aceleravam e passavam por mim. Nas partes planas, mantínhamos sempre a distância, indo praticamente lado a lado.

E assim foi passando o resto do percurso, hidratando sempre que necessário – neste ponto a organização esteve excelente, com 4 abastecimentos em 10 km – e apreciando o percurso e aproveitando o sol, até que, após completar o km 8 (o meu relógio marcava 8,15km) começa uma subida longa, muito inclinada, que terminava apenas com a marca dos 9 km. Ou seja, quase 1 km de subida, com inclinação forte, quase a terminar a corrida. Aqui foi dureza e muita gente se viu um pouco aflita. Foi onde perdi os meus companheiros dos últimos km´s. A partir daqui fui sempre sozinho e comecei a ver passar, em sentido contrário, participantes que já tinham terminado e que iam incentivando o pessoal a não desistir, que estava quase. E estava mesmo. Os últimos 500m, em descida para a meta, ao sol, foram uma alegria para todas as pessoas que iam terminando.

Cortada a meta com direito a pose para a fotografia e tudo, paro o relógio e verifico que, apesar do meu abrandamento ao km 3, termino com um ritmo médio inferior ao habitual e com menos 3 minutos nesta distância relativamente ao melhor que já tinha feito. Que surpresa! Não corro com qualquer preocupação nesse sentido, o percurso não era fácil e mesmo assim isto acontece! (mal cheguei ao carro obviamente enviei sms à Anita, que está em paragens bem mais quentes e solarengas, a informar do inacreditável facto)


Fui devolver o chip à organização e receber a medalha de finisher e esperar pela Sílvia e pelo Eurico quando, para surpresa minha e deles (segundo os próprios) reparo que eles também já estavam a terminar, com um tempo não apenas inferior ao que esperavam mas sobretudo inferior ao que tinham feito na primeira prova de 10km, com percurso plano. Como a Sílvia repetiu várias vezes ao longo da viagem de volta: “estou muito orgulhosa!”.

Concluindo, foi mais uma excelente manhã desportiva, numa boa prova, com excelente organização e com um clima agradável, em que sentimos que vale a pena continuarmos dedicados ao desporto, ao prazer que nos dá, a um estilo de vida saudável e que o esforço de sair da cama cedo, com temperaturas baixas, é largamente compensado!

domingo, 10 de novembro de 2013

corrida das castanhas - 10 de novembro

Já que ia ficar em Lisboa no fim de semana de 9 e 10 de novembro, o Pedro, não podendo estar cá, mas tendo visto que iria haver uma corrida de 10 km em Monsanto, desde logo me enviou a informação, dizendo: “Aqui está uma provinha em que podes participar no fim de semana que ficas em Lisboa”. Começando pelo tema – “Corrida das Castanhas” – até ao local onde se iria realizar, nem pensei 2 vezes e inscrevi-me quase de imediato.


Apesar da prova estar marcada para as 10h00, o dia começou cedo por várias razões: a entrega dos dorsais seria apenas no próprio dia, entre as 8h00 e as 9h45; eu não conhecia bem o local; e a partida distanciava-se em quase 3 km do local de chegada. Ora, eu queria deixar o carro já perto da meta, sempre seria melhor caminhar até ao local de partida antes da prova, do que voltar ao parque de Monsanto após a corrida…

E assim foi, pouco passava das 8h00 quando saí de casa. Fui com tempo suficiente para poder encontrar estacionamento muito perto da meta (Igreja da Memória) e subir até à Alameda Keil do Amaral (Parque de Monsanto), onde teria que levantar o dorsal. Houve muitas pessoas a fazer o mesmo, pelo que, a minha preocupação de não saber bem qual o melhor caminho para ir até ao local de partida, desde logo se dissipou, bastava ir atrás das dezenas de pessoas que seguiam o mesmo percurso.


Às 9h15 já tinha o dorsal colocado e ainda tive tempo de tirar as fotos da praxe naquele vasto e lindíssimo parque natural! É visita obrigatória, para quem não conhece! A esta hora já andava imensa gente a fazer a sua corrida de aquecimento…eu achei que ainda era cedo de mais...e fui descendo o parque para mais umas fotos e visualizar melhor a paisagem com que me ia deparando. Até que vi uma grande fila para o wc. Para não fugir à regra, lá fiquei a aguardar a minha vez. Quanto menos pesada estiver, melhor! J Apenas depois fiz uma corridinha lenta até ao local de partida para ir habituando as pernas ao ritmo. Faltava 1’ para o início e achei que iria ter muito calor com a camisola interior que levava. Foi nessa hora que a tirei, amarrei-a ao corpo, coloquei os phones e me pus a caminho.


Começamos a contornar o parque pela nossa direita, até que, quase aos 3 km’s voltamos a passar pelo pórtico de partida. A pequena inclinação que logo após havia custou-me bem mais do que no início da corrida, e pensei: “Ui, isto hoje é que vai correr bem! Aos 3 km’s já estou a perder a força nas pernas?!”. Tendo sido mesmo uma pequena subida, afinal, rapidamente recuperei, bem graças ao percurso dos km’s seguintes que, no geral, para além de as árvores refrescarem o percurso com a sua sombra, variavam entre rectas e descidas. Houve umas 2 ou 3 pequenas subidas que, claro, quebravam um pouco o ritmo, mas nada que não se aguentasse bem. Grande descida ao chegar ao Km 5 e pouco depois, o já tão ansiado abastecimento. Até aos 7 km’s, tudo muito tranquilo. Já o km 7, foi o grande sofrimento, com uma subida muito íngreme e que nunca mais acabava. Ainda vacilei e quase me convenci a ir a passo; mas não: reduzi, inevitavelmente, o ritmo, mantendo, no entanto, o passo de corrida…

E como se costuma dizer, “depois de uma grande subida, há sempre uma grande descida”, e os “ditos” raramente se enganam, assim foi até à meta. Ora tamanha descida, convidava-nos a aumentar o ritmo e assim foi, contudo, sem grande exagero, pois os joelhos tanto se queixam em subidas, como no impacto das descidas, e não vale a pena estragar…

No final, a entrega da t-shirt técnica da “Corrida das Castanhas” aos finalistas da prova.
O carro estava mesmo ali ao lado, deu logo para trocar de roupa e voltar ao largo da Igreja da Memória, onde os participantes teriam direito a umas castanhas assadas e água pé.
 

Mais umas fotos e hora de voltar a casa, após um ligeiro desvio, é claro!
Numa localização daquelas, há dois tipos de tentação: comprar uns pastéis de Belém ou uns croissants no famoso Careca. Optei pelo croissant e, agora sim, a missão estava cumprida. J




segunda-feira, 4 de novembro de 2013

testemunho de um novo adepto da corrida




o texto abaixo reproduzido é da autoria de mais um dos nossos amigos que se converteu à corrida, retomando assim a actividade desportiva, abandonada há algum tempo.



"De desafio em desafio...


Se me dissessem há uns meses atrás que hoje estaria a correr 6km em plena cidade do Porto, vacilaria entre o mui nortenho "vai p'ró caraças!" (versão soft) e a gargalhada compulsiva.

Mas a verdade é que sim, depois de muitos anos de "comer e dormir" e levantamento de copo, eis que este antigo basquetebolista está a voltar àquilo de que tanto gosta: o desporto.

Depois dumas caminhadas a brincar, já levo três eventos no, cada vez mais pequeno, bucho.
Corrida no Parque à Noite (8km), Corrida dos Ossos Saudáveis (5km) e hoje a Mini Maratona de 6km incluída na 10ª Maratona do Porto.


São distâncias ainda curtas mas para um matacão do meu tamanho - e peso! - são autênticos desafios que vou superando com um sorriso nos lábios, muito suor e algumas dores.

E vem aí mais um, a S. Silvestre do Porto. 10km que vou tentar superar com a mesma alegria com que ultrapassei as provas anteriores.

E será assim, de desafio em desafio, que continuarei a alimentar esta recém descoberta paixão pela corrida e o retorno à boa forma física.

Com a minha própria motivação e, é claro, com o incentivo dos meus "companheiros de estrada", quero aumentar a pequena colecção de "medalhas" que já tenho!

 

Obrigado Pedro e Anita, pelo incentivo extra, tenho muito orgulho em fazer parte desta P&A Team!"

Vladimiro Ferreira

domingo, 27 de outubro de 2013

o primeiro relato de alguém que se iniciou há pouco na corrida

O texto que se segue é o relato de uma amiga que recentemente abraçou uma nova paixão: a corrida.  


De que estão à espera para também começar a fazer desporto?



"“Eu, você, nós…5”

Há já alguns dias que andava a matutar sobre escrever alguma coisa acerca do meu mais recente interesse: a corrida. Comecei – não consigo ser precisa no mês, mas penso que em Abril deste ano – motivada por um relato num desses blogues que as mulheres leem, onde alguém escrevia “tenho de fazer exercício, os meus horários são complicados, mas o que tem de ser tem muita força, por isso, vou ao ginásio às 7 da manhã”. Ao ler isto, depois de ter pensado em inúmeros sinónimos para esta pessoa, no mínimo, extravagante, comecei a pensar que até seria uma boa ideia fazer alguma coisa de manhã, enquanto uns estão a 0% (a dormir) e outros a 100% (na correria para os trabalhos). Devagar, devagarinho…foi assim que comecei; sem maçar mais quem lê, saquei da net um programa de treino para correr 5km; já passei os 5km, estou nos 10km. Ao fim de 3 meses de treinos, “você” juntou-se a mim, mas só depois de esperar para ver no que o meu súbito espírito madrugador iria dar.

Entretanto, um dos meus maiores preconceitos era não compreender o porquê de tanta gente gostar de correr em público e ainda por cima em manada. Logo, para mim, participar numa prova esteve sempre fora de questão…até que num jantar de amigos, os protagonistas da P&A Team lançaram-nos o desafio…”Corrida no Parque à Noite, vai ser giro, uma coisa diferente, pirilampos no parque da cidade”, “porque não?”. 5 de Outubro lá estávamos: eu, você, nós 5 (o 5ºelemento é um amigo que também lhe tomou o gosto). Foi divertido…estou convencida.

Hoje, domingo, a hora mudou, acordei cedo, ainda mais cedo porque vamos (eu e você), participar numa prova de 10km. Quem diria!?


Obrigada Pedro e Anita, pela partilha da vossa experiência e pelo acolhimento na P&A Team. De repente, vocês são 5.

“Escrito depois”: falhou-me um pequeno grande pormenor neste relato: sempre detestei correr, corria por obrigação…tal deixou de acontecer, agora corro por prazer, é o meu momento do dia."

Sílvia Alves