sexta-feira, 28 de agosto de 2015

duatlo de famalicão (17 de maio)




No primeiro ano, fomos para experimentar. Adorámos! No segundo ano fomos porque, como tínhamos gostado, queríamos mais. Estivemos para desistir, fruto das más condições atmosféricas, mas levámos o esforço até ao fim, incentivados pelas centenas de pessoas presentes, e confirmámos a nossa paixão por aquele desporto. 

No terceiro ano era ponto assente que iríamos, pois já começa a ser tradição, além de sabermos que podemos sempre contar com um excelente evento, fruto de grande organização. E, desta vez, convencemos uns amigos a acompanhar-nos e a experimentarem o duatlo!

fotografia de Miro Cerqueira

Mas achamos que devíamos fazer diferente, por isso…. Inscrição na modalidade de estafeta: Anita nos segmentos de corrida, Pedro no de btt.

Mais uma vez a organização não defraudou e não se poupou a esforços para dar a todos os participantes uma excelente manhã desportiva. Estacionamento, secretariado, pontualidade, percursos, banhos, tudo a funcionar na (quase) perfeição – por exemplo, faltou água na primeira corrida, a que foi disponibilizada apenas foi suficiente para os primeiros corredores, o restante pelotão já não teve acesso ao abastecimento. Mas até voltaram a conseguir um clima fantástico para este dia.  ;)


fotografia de Lina Branco Batista

Participar em estafeta foi muito bom: apesar não fazemos os percursos em conjunto, cada um está em autonomia nos segmentos que lhe cabem, por outro lado o esforço individual, sendo menos cansativo no geral, permite tentar dar um pouco mais, pois não sentimos a necessidade de poupar para o seguinte, tornando cada segmento um pouco mais duro.

Os amigos que nos acompanharam - Cláudia, Abílio e Francisco, que formaram também uma equipa de estafeta, com o Francisco a fazer o primeiro segmento de corrida, o Abílio o de btt e a Cláudia a última corrida, e Nuno e Alice, que foram apenas para apoiar e incentivar – também ficaram fãs da modalidade (especialmente os que participaram, claro). Tanto que, no final, quando fomos todos almoçar num restaurante de Famalicão, logo se discutia quando haveria outro duatlo btt para voltarmos a participar todos. E, mesmo sem saber datas nem locais, ficou decidido que ainda este ano entraríamos noutro!

fotografia de município de Famalicão

Três participações em cinco edições do evento, todas concluídas com enorme satisfação (mesmo aquela da enxurrada e da ponderação de desistência), com excelente opinião da organização e com vontade de mais, fazem-nos concluir que este evento vai ter de fazer sempre parte dos nossos planos. Assim nos seja possível!


terça-feira, 12 de maio de 2015

a oração do corredor


Todos nós enfrentamos períodos nos quais a vontade de treinar diminui. As desculpas para saltar treinos assumem o controlo e o resultado final é o adiamento. Mas depois arrependemo-nos, obviamente.

Para evitar isto, aqui fica uma lista muito pessoal de frases motivacionais para utilizar no percurso. Seja em treinos ou em prova, foram muitas vezes utilizadas como se fossem orações para usar no momento certo.

Aqui fica o top ten.

10 – Se corres és um corredor. Não interessa o quão rápido ou a distância. Não importa se hoje é a tua primeira corrida ou se já corres há vinte anos. Não é um teste que tens de passar, uma licença que tens de obter, um cartão que tens de possuir. Simplesmente corre. (John Bingham)

9 – É muito difícil, de início, compreender que a ideia não é ganhar aos outros corredores. No final, a competição é contra aquela pequena voz dentro de ti que te diz para não fazeres nada. (Dr. George Sheenan)

8 – Não páro quando estou cansado, páro quando termino. 

7 – Pergunta-te: “posso dar mais?”. A resposta será, geralmente, “sim!”. (Paul Tergat)

6 – O desejo de vencer não é nada comparado com o desejo de treinar. (Juma Ikanga)

5 – O milagre não é ter cortado a meta. O milagre é ter começado. (John Bingham)

4 – Não existem condições meteorológicas desfavoráveis, apenas pessoas submissas. (Bill Bowerman)

3 – Frequentemente ouvimos pessoas dizer: “eu não sou um verdadeiro corredor”. Somos todos corredores, uns podem correr mais rápido que outros, mas nunca encontrei um falso corredor. (Bart Yasso)

2 – Ninguém ganhará uma corrida de 5000m correndo duas milhas fáceis. Não contra mim. (Steve Prefontaine)  

1 – A dor é temporária, a glória é eterna.


Boas corridas!

Façam o que for preciso para se motivarem, mas levantem-se, saiam de casa e vão correr ou fazer outro desporto da vossa preferência!

Fonte: run lovers

terça-feira, 5 de maio de 2015

vamos lá ver se é desta que (finalmente) voltamos a animar isto


Em primeiro lugar, este deve ser o maior título de post que já aqui escrevemos (não vamos estar a gastar tempo a ir confirmar isso, mas acreditamos que sim).


Quanto ao que queremos efectivamente falar, actualizámos o countdown do desafio aqui ao lado, pois estamos inscritos na duatlo do próximo dia 17, à semelhança do que aconteceu nos últimos dois anos. E desta vez conseguimos convencer uns amigos a aceitarem também este desafio!

Este ano, no entanto, faremos algo um pouco diferente: em vez de nos inscrevermos ambos para todo o evento, decidimos fazer a inscrição no percurso em estafeta, no nosso caso em equipa mista de dois elementos (porque existem as alternativas de equipas do mesmo sexo e ainda de equipas de 3 elementos). A Anita será responsável pelos segmentos de corrida e o Pedro pelo segmento de btt.

Apesar de o Pedro ainda não ter tido a necessária alta médica para poder regressar à prática de exercício físico (vai iniciar a sétima semana parado), esperamos – e acreditamos - que a próxima avaliação seja a que o vai autorizar finalmente voltar a fazer aquilo que tanto gostamos: desporto. 

Torçam por ele! 

(senão vamos ter de arranjar alguém que o substitua no duatlo)


Podem obter mais informação sobre o evento em www.duatlo.com

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

o nosso final da 57ª volta a paranhos

desta vez levámos a máquina para a corrida e foi possível filmar os metros finais da nossa participação neste (quase mítico) evento.

ainda se pode ver também, mesmo no final do vídeo, a satisfação do nosso amigo Paulo Costa por ter atingido o seu objectivo de pela primeira vez completar 10 km abaixo da uma hora. Parabéns, Paulo!




quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Running to the Sunset (21 de Junho)

Foi com bastante antecedência que, desta vez, fomos nós os desafiados pelos amigos Sílvia e Eurico para participar em mais um evento. Apesar dos 17 km, não foi muito difícil convencerem-nos. Apenas teríamos que avaliar se o Pedro poderia deslocar-se a Lisboa nesse fim de semana. De resto, à data, não havia mais qualquer constrangimento.


Disponibilidades confirmadas, ainda antes da Sílvia e do Eurico, formalizámos a nossa inscrição. Como sempre, nem quis ver a altimetria do percurso. Falar em iniciar no centro de Sintra e finalizar no Cabo da Roca, por si só, já daria para imaginar a dificuldade da distância e que algumas partes do percurso não seriam fáceis. Contudo, também daria para perceber que, se teríamos que subir, as descidas também haveriam de ser generosas.


Não obstante a antecedência com que nos inscrevemos, rapidamente chegou o dia da corrida. A expectativa era grande, não só pelo percurso que decerto iria ser fantástico, como pelo próprio conceito desta corrida: “Running to the Sunset”, Sintra – Cabo da Roca.


O dia foi relaxado, contudo, e como sempre, saímos cedo de casa. Pouco passava das 15h00 e fizemo-nos à estrada. Após um pequeno desvio para ir buscar os nossos amigos que já tinham chegado a Lisboa na noite anterior rumamos em direcção a Sintra. Estacionámos o carro num parque perto do centro e deslocámo-nos até uma esplanada para lanchar com a devida antecedência. Como ainda estávamos com tempo, por ali ficámos a pôr a conversa em dia. 


Faltando menos de uma hora para a corrida, dirigimo-nos ao carro para nos equiparmos a rigor e voltámos de seguida ao local da partida – na Volta do Duche, junto ao Palácio da Vila - onde estava a decorrer um enérgico aquecimento, bem orientado por um animado treinador. Juntámo-nos ao grupo até porque, contrariamente à semana anterior, não estava tanto calor quanto o esperado, o que até iria facilitar a nossa participação.

fotografia de Jesus Events

Pelas 18h30, e sem atrasos, soou o sinal de partida. Partimos os 4 juntos, mas fruto da forte e prolongada inclinação inicial cedo nos fomos afastando um pouco, seguindo cada um ao seu ritmo. Os primeiros 5 km foram intensos e duros e, sinceramente, já rogava pragas a tamanha subida interminável, pensando que uma corrida de 17 km não poderia começar com uma subida de 5 e assim com tanto declive… Devagar lá consegui atingir o cimo da montanha, onde nos esperava o 1º abastecimento. Recuperadas as energias, nunca mais pensei nos 5 km que haviam passado e só desfrutava do restante percurso plano ou a descer (ainda que após o segundo abastecimento voltássemos a enfrentar uma subida difícil, ainda que curta, com menos de 1 km), onde, em alguns km, bati mesmo o record de velocidade sem me dar por isso. Principalmente nos km finais, tais eram as descidas que as pernas e os pés já rolavam sozinhos. Simultaneamente desfrutava e retinha na memória a beleza de todo o percurso que nos conduzia até ao Cabo da Roca: Rampa da Pena, Zona Florestal da Peninha, Azóia. 

fotografia de Jesus Events

Passada a área florestal, entramos em zonas residenciais, onde os habitantes saiam à rua para nos acenar, dar força e incentivar. Até fotos nos tiravam. Isso motivava-nos e ainda nos fazia correr com mais empenho: não podíamos defraudar todas aquelas pessoas que estavam a despender de um pouco do seu tempo para nos apoiar. A escassos km de terminar a prova, e depois do percurso que já ficava para trás, este incentivo faz-nos recuperar toda a energia necessária para nos fazer sentir como se estivéssemos, naquele momento, com a frescura e a leveza de quem está ainda a iniciar a corrida. Depois, foi deixar-nos levar pela estrada, já a visualizar o mar e mesmo prestes a terminar… Ao cortar a meta, a alegria de mais uma prova superada e de mais uma experiência que só nos é possível quando participamos em eventos organizados. Todos “comemoramos” o final do desafio pelas conquistas pessoais que o cortar da meta traduziu para cada um. 

fotografia de Jesus Events

No final, levantámos os sacos com as nossas roupas quentes e secas, que a organização tinha tratado de transportar para o final, pusemo-nos confortáveis, tirámos as habituais fotos no local de chegada e entrámos num dos autocarros que nos esperava para nos conduzir de volta ao local de início.


Ao chegar a Sintra, mais do que o cansaço, a fome apertava, pelo que decidimos jantar mesmo por ali. E uma pizza, porque depois de todo aquele esforço, nós merecíamos!

Agora sim, satisfeitos! Hora de voltar a casa para o desejado descanso.


Não poderíamos terminar o nosso testemunho sem deixar uma palavra de apreço à organização, que não deixou que nada faltasse: boa animação inicial, percurso bem sinalizado, polícia em todos os cruzamentos que contribuiu para a total segurança de todos, abastecimentos qb, transporte de sacos pessoais dos participantes e autocarros que nos levaram de volta ao centro de Sintra sem qualquer percalço. Well done!