sábado, 26 de julho de 2014

corrida jumbo autódromo do Estoril (15 de Junho)


Um dos motivos que nos leva a participar em eventos é termos uma desculpa para visitar locais onde se calhar não iríamos, pelo menos tão cedo. Outro dos motivos, igualmente válido, é poder ter a possibilidade de correr (ou andar de bicicleta) em sítios onde de outra forma não seria possível. A localização desta corrida é um desses casos.

Se é possível a qualquer pessoa correr no parque da cidade, no parque das nações, nas zonas ribeirinhas, na marginal, sempre que lhe apeteça, já não acontece o mesmo com zonas privadas ou habitualmente destinadas a outros fins. Por isso, quando vimos o anúncio que a corrida jumbo do Estoril seria no autódromo, não hesitámos e tratámos logo de validar as nossas inscrições.


Numa manhã muito agradável, daquelas em que não custa nada sair da cama, por muito cedo que seja (nem que fosse para ir trabalhar), depois de passear os cães e deixar tudo tratado em casa, lá tomámos o IC19 em direcção a Sintra, sempre com larga antecedência para podermos ir sem pressas e ter alguma margem caso surja algum imprevisto.

Chegámos fácil e rapidamente ao autódromo (uma dica: as placas indicadoras de direcção apontam para um caminho que, sendo efectivamente rápido e fácil, implica o pagamento de taxa portagem; se forem para o autódromo em dia ou hora em que não haja muita confusão de trânsito, o melhor é seguir o caminho antigo, pela nacional 9, e evitar esse custo adicional), mas verificámos que já estava muita gente no recinto, pois o parque de estacionamento já estava praticamente completo e havia já quem deixasse a viatura na rua paralela. Não se pense que houve mais gente que o normal a querer chegar mais cedo ao local; o que se passou foi que antes da corrida dos 10 km havia uma série de outros eventos para a família, incluindo corridas para os mais pequenos.


Mesmo assim, conseguimos encontrar um lugar para aparcar o nosso carro no parque e mesmo junto de uma das entradas. Sorte de ser um sítio um pouco escondido e estarmos com um carro pequeno. De qualquer forma, estava tudo muito bem organizado e sinalizado. 

Como o sol começava a ficar alto e as previsões para esse dia eram de muito calor, não facilitámos e a nossa preparação passou por abusar do protector solar, bem como por não esquecer dos chapéus e óculos, além do cinto de hidratação com água fresca. Estes são dois pontos onde muita gente facilita: não colocar o protector solar e confiar apenas nos abastecimentos que as organizações disponibilizam. Neste caso não faltou água para todas as pessoas, quer para ingerir quer com mangueiras que molhavam os participantes, mas a verdade é que não custa nada ter líquidos extra, que podemos consumir fora dos pontos de abastecimento. E relativamente ao protector solar, a nossa saúde não tem preço!


Muita animação junto ao paddock, com música, actividades para as crianças, espaços comerciais, enfim, um sem número de ofertas para preencher tempo até à hora do evento principal. Aproveitámos este tempo para estar na sombra, enquanto fazíamos um pequeno aquecimento e, como não podia deixar de ser, tirávamos as primeiras fotografias do dia.

Já no local de início da corrida, a grelha de partida da pista, como seria de esperar, mais umas fotos e a procura por caras conhecidas. Desta vez não encontrámos nenhum amigo mas vimos várias pessoas que já conhecemos destas andanças. E simultaneamente sentimos um pequeno nervoso miudinho que nos dizia “vais correr no asfalto do autódromo”!


Alertamos desde já todos os que pensam que uma pista de automóveis é plana: isso é mentira! E nós percebemos isso ainda no primeiro km quando, depois de percorrer toda a recta da meta, fazemos a primeira curva à direita e começamos uma descida. Eh, lá! Se isto desce também há-de ter de subir. E, logo depois, mais uma curva à direita e uma longa subida para a recta interior. Bonito, ainda nem 2 km se tinha feito e aquelas subidas aliadas ao calor já estavam a fazer estragos.

Depois seguiu-se uma parte do percurso efectivamente plana, seguida de descidas, para depois, no S em subida muito inclinada, passar por mais umas dificuldades. Mas íamos motivados e enfrentámos todas elas com alegria, ainda com tempo para ir comentando a paisagem. 


Começava a dúvida sobre se fazer a segunda volta, para poder completar os 10 km, não se tornaria monótono. Ainda para mais porque agora que sabíamos como era o desenho do percurso, podíamos adivinhar onde surgiria a dificuldade seguinte. Mas eis que então surge a surpresa: ao entrar na recta da meta virámos à direita, para descer uma pequena rampa que nos levaria, depois de voltarmos à esquerda, por um pequeno caminho paralelo à recta interior onde tínhamos passado antes, para logo a seguir fazer mais uma descida em curva à esquerda, onde era feito o controle dos 5 km. Estávamos a meio da corrida e, neste preciso momento, fora da pista.

Depois do controle, subida para o paddock, que atravessámos, para depois correr pela recta de acesso às boxes, antes de reentrar no asfalto da pista, mas para agora a percorrermos em sentido contrário. Assim se evita a monotonia de correr em circuito e ter de dar duas voltas exactamente iguais. A boa notícia era que as subidas da primeira volta iam ser descidas. O oposto era a má notícia. Sobretudo porque concluímos imediatamente que surgiria uma subida mesmo antes da meta. Mas quando lá chegássemos resolveríamos. 


Sem pensar nisto, apenas continuamos a correr e a desfrutar das paisagens, do percurso e já com o que faríamos depois em mente. Sim, porque tínhamos planos para a tarde, e isso era uma forte motivação!

Depois de cortar a meta e recebermos as nossas medalhas de finisher, bem como mais água e um saco com fruta. Foi então tempo de aproveitar a festa preparada pela organização. A área comercial lá continuava, onde pudemos, entre outras coisas, beber um café, havia uma banda a tocar ao vivo, muito animada e com músicas conhecidas, mesmo a puxar pelo público e a incentivar o divertimento. Ainda foi possível travar conhecimento com um casal do Brasil, com quem trocámos umas impressões sobre a prova, sobre a festa e sobre o nosso país, e que fizeram questão de tirar uma foto com o Pedro – o “Antunes”, como eles diziam - nome de um colega do grupo de corridas que eles tinham lá no Brasil e que, tal como neste dia, o Antunes consegue ficar sempre à frente deles. Infelizmente não ficamos com esse registo…..


A festa estava a terminar, e chegava também a hora de irmos embora. E o nosso destino foi nada mais nada menos que Cascais, onde planeámos uma tarde de praia. E que sucesso de plano! Lá chegados, um sol esplendoroso, um calor bom, vento zero, e uma praia linda e limpa, com bom ambiente, águas calmas e de temperatura amena, onde pudemos abrir a época de banhos com os primeiros mergulhos de mar do ano.

Mais tarde, o regresso a casa depois de um dia excelentemente bem passado, com passeio, desporto, desafio, superação, praia e relaxe…. A vida assim vale a pena! 


quinta-feira, 24 de julho de 2014

trail GD 4 Caminhos (8 de junho)


Estava na hora de completar mais um mini ciclo. O trail do GD 4 caminhos de 2013 foi o primeiro trail em que o Pedro participou. Por esse motivo, não queria deixar de estar presente na edição de 2014. Desta vez, fruto quase de um acaso, a Anita também iria estar pelo Porto na data de realização deste evento, por isso esperávamos ansiosamente a chegada do dia.

fotografia de Runners.pt
Desta vez não conseguimos ir tão cedo como é nosso hábito, mas apesar disso tivemos sorte em arranjar um bom lugar para estacionar enquanto a entrega dos dorsais decorria de forma rápida e eficiente, como sempre acontece nos eventos deste clube.


Depois de devidamente equipados fomos para o local de concentração dos atletas, onde pudemos começar a fazer as primeiras fotografias mas sobretudo pudemos cumprimentar os vários amigos que já temos neste mundo das corridas. Adicionalmente, pudemos incentivar a partida dos atletas do percurso longo, entre os quais estavam alguns desses amigos. Sim, é verdade, nós continuamos a inscrever-nos sempre nas distâncias mais curtas disponíveis em cada evento. O desafio para nós continua a ser apenas participar e enfrentar as dificuldades. Pode ser que um dia as distâncias comecem a aumentar… mas, para isso, seria preciso mais dedicação, com treino frequente, para o qual não só não temos disponibilidade. Além disso, esse nunca foi o nosso objectivo.


Sempre relaxados assistimos à partida dos aventureiros mais corajosos e em seguida foi a nossa vez de passar pelo controle zero e aguardar a hora da nossa própria partida. Entretanto, mais umas fotos e cumprimentos. Esta é de facto uma das razões que nos leva a participar nestes eventos: o convívio.

A esta hora o dia estava um pouco encoberto, mas quente. Sabíamos que os primeiros km iriam ter algumas subidas (que depois verificámos ser mais um sobe e desce constante, sempre ganhando altitude, muito duro) e a temperatura teria tendência a aumentar, o que fazia adivinhar grandes dificuldades logo desde início, o que se veio a confirmar.


Sempre ao nosso ritmo, sem preocupações de tempos, e aproveitando cada oportunidade para uma fotografia ou para simplesmente apreciar a paisagem, fomos sempre ultrapassando os km até atingirmos o primeiro abastecimento, onde fizemos a primeira pausa para descansar um pouco enquanto bebemos um isotónico e comemos umas frutas. Neste ponto, ainda pudemos conviver com mais dois amigos, a Ana Luísa e o Ricardo, que neste evento não puderam participar mas que escolheram ir fotografar e apoiar todos os adeptos do trail e das aventuras.

fotografia de Ricardo Vieira
Com as baterias recarregadas, partimos em direcção à segunda metade do nosso desafio. Single tracks, mais paisagens deslumbrantes, uma constante nesta região, terrenos difíceis, com alguma água e descidas em caminhos de pedra, não esquecendo mais algumas subidas. 


Junto ao rio, passam por nós os 3 primeiros classificados do percurso longo. Com praticamente o dobro dos km nas pernas, relativamente a nós, é impressionante ver o ritmo a que correm, quase como se estivessem a começar, dir-se-ia mesmo frescos (e não pelo clima). Também dá gosto ver a técnica como correm e ultrapassam as irregularidades e instabilidade do terreno. Demos umas palavras de força, deixámos rapidamente de os ver e prosseguimos com o nosso percurso.

A vantagem de escolhermos as distâncias mais pequenas, e neste caso particular eram apenas 10 km, é que quando começamos mesmo a ficar cansados, quando começa a custar arranjar mais vontade e energia para continuar, eis que temos a meta à vista, ou quase. Ainda faltava mais um pequeno ziguezaguear em single track com descida e subida, onde já se encontravam pessoas a dar o incentivo final, para logo depois entrarmos no asfalto da rua, atravessando-a e entrando na escola onde estava o pórtico indicativo de final de corrida. E onde já estavam também os nossos amigos da fotografia, que estavam tão ou mais alegres quanto nós por nos verem terminar mais este desafio.

fotografia de Ana Luísa Xavier
Aproveitámos ainda o reforço alimentar da meta para repor níveis de energia e de hidratação, enquanto íamos conversando com quem já tinha terminado e com quem ia chegando também, antes de usufruirmos dos banhos quentes e trocarmos de roupa para também nós nos colocarmos ao lado da meta, por forma a poder aplaudir quem terminava a prova e alegrarmo-nos também com todos os que conseguiam completar o seu próprio desafio.

fotografia de Ricardo Vieira

corrida do oriente (1 de Junho)


Enquanto o Pedro participava na Rota do Bacalhau, em Aveiro, eu, para os lados de Lisboa, participava na 13ª Corrida do Oriente, também esta uma corrida 100% solidária. Isto porque o valor das inscrições reverte totalmente para fins sociais, por um lado para pagar a construção da igreja de Nossa Sra. dos Navegantes, por outro para apoiar a associação Navegar, sem fins lucrativos e que desenvolve trabalho social junto de comunidades de crianças e jovens em Portugal e em S. Tomé e Príncipe.

É literalmente num ambiente de festa que, ainda na véspera da corrida, se faz o levantamento dos dorsais. Na zona do secretariado, mesmo junto à Igreja e muito próximo do Passeio dos Heróis do Mar, local de partida e chegada da corrida, há espaço para as festividades do “Arraial dos Navegantes”, festa popular onde as barraquinhas de petiscos, a música ambiente e o palco para os concertos não podem faltar.


Sendo o 2º ano consecutivo a participar neste evento, desta vez desloquei-me de carro para o local. Foi bem mais cómodo, com a vantagem adicional de não ter que acordar tão cedo. Ainda assim, cheguei com relativa antecedência para, com calma, poder estacionar o carro, pôr protetor, dado o quente sol que já se fazia sentir e que se previa vir a aquecer mais, e deslocar-me ao local de partida sem preocupações. De todos os lados se via pessoas equipadas seguindo a mesma direção: sozinhas ou em grupo, entre amigos ou em família, jovens e mais velhos. Este é, sem dúvida, exemplo de uma ação que junta cada vez mais pessoas de variados géneros e faixas etárias, cada uma com os seus objetivos: solidários, sociais, familiares, desportivos…

Com céu limpo e um sol brilhante, no Passeio dos Heróis do Mar, mesmo entre a Igreja de Nossa Sra. dos Navegantes e os imensos jardins existentes naquela zona do Parque do Tejo, eis quesoou o tiro de partida, já depois das típicas fotos de toda a envolvente.


O percurso era muito semelhante ao do ano anterior. Aparentemente sem grandes dificuldades técnicas, seguimos rumo à Via do Oriente, para depois irmos em direção à Av. D. João II, onde nos mantivemos até à Praça do Príncipe Perfeito, na qual descemos em direção à Alameda dos Oceanos, seguindo ainda em direção a Sul até quase ao final da Alameda, local onde viramos a marcha em direção, novamente, ao Parque do Tejo.  O caminho de regresso foi já através do Parque das Nações e mais perto do rio. Não obstante a teórica baixa dificuldade do percurso, o uso de boné e os 3 abastecimentos de água ao longo dos 10 Km’s, senti a já habitual baixa tolerância ao intenso sol e muito calor que se fez sentir. Ainda assim, procurando molhar o corpo sempre que possível ao longo do percurso, consegui chegar ao final por entre bombos que esperavam, alegremente, os finalistas na meta.

Hora de alongamentos, de hidratar, de mais umas fotos e de relaxar nos extensos e verdejantes jardins do parque, de onde, por sinal, se pode apreciar uma deslumbrante vista pelo rio Tejo e extensa Ponte Vasco da Gama. Um local, sem dúvida, muito agradável e que sugiro a todos.


terça-feira, 22 de julho de 2014

rota do bacalhau (1 de Junho)


A rota do bacalhau é muito mais que um evento de btt. Não é uma prova, não é uma competição, não é um passeio, não é um desafio. É uma enorme onda solidária onde, pelo meio, se pode fazer desporto, usufruindo de paisagens e locais únicos.

O rotary clube de ílhavo organiza desde há alguns anos este evento completa e verdadeiramente solidário com a obra da criança. O valor da inscrição, 20€ por pessoa, é inteiramente para entregar à instituição. E as pessoas aderem em massa, pois sentem que podem, fazendo o seu desporto, ajudar efectivamente quem precisa.


Aqui não há escolha possível: apenas há uma distância, um tipo de inscrição, com almoço e jersey do evento incluídos, assim como demais ofertas dos patrocinadores. Claro que existem eventos paralelos, como a rota do bacalhau miúdo, um passeio de bicicleta para os mais pequenos, bem como uma caminhada para os familiares dos participantes. Mas no que diz respeito ao btt, não há alternativa, é daquela forma e ponto final.

Mais uma vez decidi participar, pois além de poder contribuir para uma boa causa, tinha possibilidade de voltar a pedalar por trilhos e áreas fantásticas. E não me desiludi. Aliás, desde que participo na rota do bacalhau, e esta foi a terceira vez, o percurso deste ano foi o meu favorito. 


Bem cedo cheguei ao secretariado, onde rápida e eficazmente me entregaram o meu dorsal e o respectivo saco com o jersey e todas as restantes ofertas. Depois foi seguir para a escola onde se localizam os banhos e onde se realiza o almoço para, sem problemas, estacionar o carro, fruto da boa organização e dos muitos espaços disponíveis para tal.

Deu tempo para tomar um segundo pequeno almoço e ainda descansar um pouco antes de começar calmamente a preparar tudo para dar início à pequena pedalada que me levaria até ao centro da cidade, local de partida. Mais uma vez, grande animação e organização. Tirei as primeiras fotos e coloquei-me no local de início, bem no final de todo o grupo de cerca de 1200 pessoas.


Uns primeiros km pelas ruas da cidade para que toda a gente possa ver a grande caravana e logo de seguida entrada nos trilhos, onde apanhámos de tudo, desde areia até lama, passado por pedras e água. Tudo que se possa dizer ou escrever sobre os locais onde se passa, muitas vezes no meio de densa vegetação, outras com lagos protegidos, outras ainda com vista a perder-se no horizonte, não poderá fazer justiça à verdadeira essência desses lugares, pelo que só quem por lá passa pode sentir e absorver todo aquela envolvência.

E o ambiente entre a grande maioria dos participantes é quase de amizade. É verdade que neste tipo de eventos aparecem sempre algumas pessoas que não sabem estar, que pensam que estão em grande competição ou simplesmente que não percebem qua o comportamento adequado quer com os participantes mais rápidos quer com os mais lentos. E este evento não é excepção. Mas enfim, nada que não seja ultrapassável nem que impeça que se aproveite bem o dia.


Os km vão passando, uns com grandes dificuldades em subidas ingremes, algumas delas estreitas, praticamente em single track, outras vezes com descidas um pouco mias complicadas, seja pelo perfil sinuoso seja pelo piso mais escorregadio. Mas, com mais cuidado, mais esforço e com espírito de entreajuda, todas as dificuldades vão sendo superadas.

E os abastecimentos vão aparecendo. Águas, sumos, barras, muita e boa fruta e até mesmo minis bem fresquinhas, depositadas em enormes tinas com água e blocos de gelo, e, sobretudo, os deliciosos pastéis de bacalhau (tive de começar a recusar, sob pena de não conseguir pedalar o que restava), vão sendo um aliciante e motivador factor para continuar a enfrentar os km que ainda vão faltando.

fotografia de Afonso Estevão
Há momentos em que se pedala no meio de um grande grupo, que a partir de determinado ponto vamos conhecendo, pois são sempre os mesmos, aqueles que vão sensivelmente ao nosso ritmo, e outros em que vamos completamente isolados, apenas ouvindo a nossa respiração, o som dos pneus a rolar na terra e a natureza.

De repente, e apesar de virmos sempre a controlar o gps e o conta km e termos noção que já não falta muito para completar os 50 km previstos, somos surpreendidos pela entrada numa estrada de paralelo que reconhecemos: já estamos a chegar ao centro de ílhavo e, por isso, bem perto do fim. Mas ainda falta mais uma pequena incursão pelas estreitas ruas da cidade, para dar mais uma pequena volta mas sobretudo para podermos mais uma vez ser vistos pelas simpáticas gentes desta bela cidade e, especialmente, recebermos o seu carinho e incentivo finais, fazendo a grande recta em direcção ao pórtico que assinala o final de mais esta aventura.

Depois, falta pedalar novamente até à escola onde está o carro para guardar a bicicleta e tomar o tão merecido banho quente, com água quente mesmo, para finalmente poder aproveitar o retemperador e bem saboroso bacalhau, não sem antes comer mais uns pastelinhos do mesmo, que vêm até nós em tabuleiros enquanto estamos na fila de espera para entrar na sala para almoçar.


Mais uma excelente organização. Mais um excelente dia de btt. Mais uma grande iniciativa solidária. Rota do bacalhau 2015, quando marcam a data?